sexta-feira, junho 22, 2012





Para onde vou? Não faço ideia

Mas lembro por onde passei

O pouco que entendi da vida

Resulta no que me tornei



A estrada pode ser estreita

Esburacada, empoeirada ou perigosa

Mas para mim, é longa e prazerosa

No paradoxo da confusão perfeita



Se parto ou se fico

Faz parte do meu conflito

Se fui e não voltei

Faz parte do que ainda não sei



Depois daquela curva

Ajudada pela chuva

Bem pode estar a morte

Ou outro golpe de sorte



Passo o intenso caminho

Repasso meu medo sozinho

Reparo no que não termino

Perpetuo o que não inicio



Sei que a estrada termina

No caixão ou na oficina

Uma parada antes na cozinha

Vou “tocando em frente” minha sina



Se acelero, o coração tranquiliza

Se freio, no peito ele palpita

Neste universo estranho ainda habita

Um menino cheio de incerteza



Junto os fragmentos espalhados

Conserto-me por inteiro

Sem pneus sigo meus passos

Por dentro, um eterno caminhoneiro

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Quem sou eu

"Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria". Charles Chaplin Eu sou um ser comum. Muitas vezes bobo, muitas vezes ridículo, muitas vezes chato, algumas vezes legal, inúmeras vezes amigo e companheiro, invariavelmente sonhador, invariavelmente sofredor... mas graças a Deus em todas as vezes sou eu mesmo.