sexta-feira, março 09, 2012

Kátia


Vez em quando você reclama
Que não sou mais o mesmo
Mas ainda mantenho aceso
O fogo da minha alma

Ainda que com tropeços
De quem saiu atrasado
Tenho andado atarefado
Para compensar meus erros

E tenho seguido o caminho
Que jamais faria sozinho
Pois não saberia o sentido
Ou o que está reservado

E lembro que estás comigo
Desde um tempo antigo
Onde eu contava centavos
Para pagar meu almoço

E tendo sido eu tão imperfeito
Tento agora me consertar
Tento arrumar um jeito
De você ainda me amar

Você me diz, escreva um livro
Algo sobre as curvas da estrada
Mas com prefácio e epílogo
Só constaram três páginas

No meio, entre algumas palavras
Amor, anseio e esperança
De sonhos de uma criança
Tem um nome escrito Kátia

Você ainda é tão linda
Como da primeira vez que a vi
Pode ser que você esqueça
Mas eu jamais esqueci

Que antes de te conhecer
Eu me achava liberto
Mas não sabia ao certo
O que queria ser

Não pensava no possuir
Não me preocupava em ter
E agora só sei seguir
A inconsciência de te querer

Então te peço pequena
Por favor, fique comigo
Eu até te faço um poema
Ainda que seja ridículo

Queria escrever uma poesia
Que te fizesse chorar de alegria
Sei que sou um tolo abobado
Mas só te peço que fique ao meu lado

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Quem sou eu

"Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria". Charles Chaplin Eu sou um ser comum. Muitas vezes bobo, muitas vezes ridículo, muitas vezes chato, algumas vezes legal, inúmeras vezes amigo e companheiro, invariavelmente sonhador, invariavelmente sofredor... mas graças a Deus em todas as vezes sou eu mesmo.