domingo, dezembro 10, 2006

Não Escrevo

Nem tudo que penso escrevo
Se acaso o fizesse
Muito provavelmente
Já estaria preso

Ou torturado, queimado, extraditado
Lobotomizado ou morto
No mínimo taxado de louco
Melhor é ficar calado

E no ostracismo do meu cérebro
Repousa o nobre “evolucionário”
Por não confiar no humano
Jamais terei um livro editado

Nas paranóias dessa cabeça
Mais inquieta que um cigano
Sou eterno soberano
De uma sociedade perfeita

Deixo aos mortais sua crença
Que um dia será descoberto
Algum novo remédio
Para curar nossa tristeza

Não sei se será a ciência
Um sociólogo ou um clérigo
A origem não me importa
Só quero estar por perto

Mas enquanto isso não acontece
Chame o garçom, encha o caneco
Vou dizendo minha sandice
Na mesa de qualquer boteco

2 comentários:

Porsani disse...

Adorei seus comments no meu blog! Obrigada por ter acessado...

Qt ao "Não escrevo", é ridículo pensar como a sociedade não é preparada para a verdade. Quem escreve vive um mundo a parte. Quem escreve tudo o que pensa, não vive nessa sociedade. Como também aqueles que falam tudo o que pensam.
E ainda dizem que a nossa sociedade é evoluída...

Vamos continuar escrevendo.

Porsani disse...

Caramba! Muito obrigada!!!!!
Legal saber que vc sempre passa por lá...
aliás, ainda não te perguntei...mas como vc achou meu blog?
Valeu mesmo pelos comments!Seja sempre bem vindo no meu blog!
veronica


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Quem sou eu

"Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria". Charles Chaplin Eu sou um ser comum. Muitas vezes bobo, muitas vezes ridículo, muitas vezes chato, algumas vezes legal, inúmeras vezes amigo e companheiro, invariavelmente sonhador, invariavelmente sofredor... mas graças a Deus em todas as vezes sou eu mesmo.