Sei que tu és ainda tão pequeno que nada entende do mundo e encontra-se sabiamente protegido no ventre de sua linda mãezinha, mas enquanto os momentos passam rapidamente para ti aí dentro e a natureza acelera os ponteiros do relógio para te deixar pronto o mais rápido possível, como um pãozinho para matar a fome de beijos de seus pais eu vivo aqui a triste renúncia de não estar perto de ti.
Enquanto seu corpinho toma forma dentro do útero da mulher que amo, parte humana pois é carne e é sangue e parte divina pois lá dentro se entrelaça a matéria pesada de nosso orbe com a alma vinda das mãos de Deus eu sofro cada segundo de uma saudade sem limites e o medo de não chegar a tê-lo em meus braços.
Sei que para você as coisas estão acontecendo rápido, mas aqui fora eu não resisto à ansiedade de te pegar no meu colo e te encher de beijos.
Não compreendo e nem tento, esse tal instinto que me leva ao amor infinito por ti, criatura que ainda não conheci pessoalmente mas tornou-se algo indivisível em meu ser assim como sua mãe.
Enquanto você ganha gramas de massa eu ganho toneladas de alegria, enquanto você cresce milímetros de comprimento eu ganho quilômetros amor, enquanto você movimenta seu corpinho, meu coração bate mais forte.
E infelizmente cá estou, longe de sua mãe e de você... nem ao menos posso beijar o ventre que te abriga, mas em minha mente e em meu coração os dois estão tão presentes que não existe mais eu sem que existam vocês.
Beijos.
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