terça-feira, maio 15, 2007

Ser um ser Ridículo

Entra e vem correndo para mim
Meu princípio já chegou ao fim
E o que me resta agora é o seu amor
Traga a sua bola de cristal
E aquele incenso do Nepal
Que você transou num camelô

E me empresta o seu colar
Que um dia eu fui buscar
Na tumba de um sábio faraó
E me empresta o seu colar
Que um dia eu fui buscar
Na tumba de um sábio faraó

Veja quantos livros na estante
Don Quixote, o cavaleiro andante
Luta a vida inteira contra o rei
Joga as cartas, lê a minha sorte
Tanto faz a vida como a morte
O pior de tudo eu já passei

Do passado eu me esqueci
No presente eu me perdiS
e chamarem, diga que eu saí
Do passado eu me esqueci
No presente eu me perdi
Se chamarem, diga que eu saí
Se chamarem, diga que eu saí

Raul Seixas

Depois de nascer... "mamar"
Depois sentar, falar, erguer-se, engatinhar, andar, correr, saltar... tentar voar.
Subir, escalar, agarrar-se em qualquer coisa por mais frágil que pareça.
Uma teia de aranha pode ser a diferença entre o viver e o partir...
E após a subida só resta a descida... ou a queda talvez...
E após a queda, o que resta senão sentar, falar (que dor danada...), erguer-se, engatinhar...
Quem dá um pão a quem tem fome e toma é cruel... mas quem dá o sonho e a seguir a desilusão costumamos chamar de "amor"...
Meus pensamentos andam mais confusos que minha sensação de realidade.

Um comentário:

Porsani disse...

Hey! Cadê a atualização do blog?
hehe
Adoro esse texto...mas tá na hora de escrever mais!
Obrigada pela visita, sempre bem-vinda.
é isso mesmo...precisamos evoluir!

bjs


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Quem sou eu

"Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria". Charles Chaplin Eu sou um ser comum. Muitas vezes bobo, muitas vezes ridículo, muitas vezes chato, algumas vezes legal, inúmeras vezes amigo e companheiro, invariavelmente sonhador, invariavelmente sofredor... mas graças a Deus em todas as vezes sou eu mesmo.