domingo, julho 31, 2005

Sem internet

Bom, estou agora definitivamente sem internet, portanto acessos ao Blogg ou a e-mails serão raros de hoje em diante.
Estive em Cuiabá há alguns dias e fui ao casamento de um amigo... realmente almas gêmeas são apenas 2% da população... conheço umas 8, acho que minhas chances de enquadrar na contagem diminuem...
Por falta de assunto no momento vou fazer apenas uma homenagem a uma Francesa que conheci por acidente há alguns dias... digamos que foi um saboroso acidente.


Belos olhos que fingem não me ver
Mornos suspiros, lágrimas jorradas
Tantas noite em vão desperdiçadas
Tantos dias que em vão vi renascer;
Queixas febris, vontades obstinadas
Tempo perdido, penas sem dizer,
Mil mortes me aguardando em mil ciladas
Que o destino me armou por me perder.
Risos, fronte, cabelos, mãos e dedos
Viola, alaúde, voz que diz segredos
À fêmea em cujo peito a chama nasce!
E quanto mais me queima, mas lamento
Que desse fogo que arde tão violento
Nem uma só fagulha te alcançasse.
Louise Labé

2 comentários:

Anônimo disse...

Voce a cada dia se mostra mais um desconhecido pra mim....

Estou realmente assustada!

Anônimo disse...

"As coisas que amamos
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos
e todos nos cansamos,
por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado
de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gosto acre na boca, sei lá,
talvez no ar"

(A hora do cansaço - Drummond)

Adeus meu gatinho e boa sorte daqui para frente pois sei que sua caminhada será longa...


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Quem sou eu

"Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria". Charles Chaplin Eu sou um ser comum. Muitas vezes bobo, muitas vezes ridículo, muitas vezes chato, algumas vezes legal, inúmeras vezes amigo e companheiro, invariavelmente sonhador, invariavelmente sofredor... mas graças a Deus em todas as vezes sou eu mesmo.