Eu ainda era uma criança, mas lembro bem de histórias contadas pela minha avó... antes da escrita o conhecimento era passado em rodas ao redor das fogueiras e os mais velhos normalmente usavam figuras de linguagem, alegorias e contos para passar sua sabedoria... muito antes do Google.
Pois bem, foi nessa linguagem lúdica que me criei... muito antes de ler Bakunin minha avó iniciou minha educação, bem ao estilo humilde da minha família... Mas reconheço que tudo que precisava saber na vida aprendi não no jardim da infância (pois não tive isso), mas ouvindo as histórias de meus pais e avós... o resto veio como passatempo.
Lembro de um "causo" como os velhos mineiros falavam, de um menino que vivia fingindo que estava se afogando, quando as pessoas corriam para salvá-lo ele começava a rir e zombar de quem havia acreditado... pasmem... é óbvio que isso acabaria mal... num belo dia o pobre coitado realmente estava se afogando e quando pediu por socorro ninguém deu crédito... aí é passado, não volta mais...
... o que infelizmente eu nunca entendi, claro que significa que devemos sempre dizer a verdade por mais cruel que possa parecer, mas ainda hoje não entendi se implícito nisso também está escrito que sempre devemos ouvir os outros como se estivessem falando a verdade, por mais que tenham nos mentido no decorrer da história pois muita coisa irreversível pode estar em jogo...
... e então? além de dizer sempre a verdade também devemos acreditar sempre, ou quando alguém perde nossa confiança por algum motivo isso é fato consumado e não se volta atraz???
Alguém entende dessas coisas? pois fale logo já que minha vózinha nem sequer lembra mais dessa história.
Beijos à Lua... a única mulher que sempre me olha com os mesmo olhos.
"Embora ninguem possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim " CHICO XAVIER
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Quem sou eu
- Bertram
- "Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando. Falei muitas vezes como palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria". Charles Chaplin Eu sou um ser comum. Muitas vezes bobo, muitas vezes ridículo, muitas vezes chato, algumas vezes legal, inúmeras vezes amigo e companheiro, invariavelmente sonhador, invariavelmente sofredor... mas graças a Deus em todas as vezes sou eu mesmo.
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